José Rand

Condenados (por Felipe Lima)

In Uncategorized on 24/06/2009 at 15:23

Dias contados para o fim.
O anúncio, em trombetas, ecoa pelos céus.
Vultos animalescos rondam nossos lares.
O vermelho-sangue coagula em nossas portas.
Manchas que nunca serão lavadas.
Rostos que jamais serão os mesmos.

Filhos perversos à espreita na esquina.
Pais desesperançosos pressentem sua morte.  
Placentas arrancadas das entranhas da vida.
A loucura e o medo semeados germinam
Como árvores secas de raízes infindas.

A marca virulenta da maldade se espalha.
O ódio e a fome alimentam-se de nós.
Corpo e alma agonizam dilacerados.
Pedaços de carne expostos pelo chão.

É chegada a hora dos perdidos.
Faz-se a escuridão presente em todos os cantos.
Cegos e sem rumo, caminhamos como gado.
Pobres infelizes conduzidos ao inferno.

 

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Protestos no dia da Mosca

In Opinião on 17/06/2009 at 16:34

Milhares de ambientalistas de todo o mundo fazem neste momento uma passeata em protestos contra a matança de animais. O fato que uniu toda esta gente foi o cruel assassinato de um militante que tentava fazer o presidente norte americano Barack Obama assinar um tratado de não agressão a fauna e flora americanas. Irritado com a insistência do manifestante Obama o aniquilou friamente em rede nacional e ainda fez questão de exibir o cadáver.

Assessores do presidente já resgataram o corpo e mandaram empalhar para que ele seja pendurado no salão oval da casa branca, servindo de lição para quem se colocar no seu caminho.

Barack Obama mostrou uma atitude mais agressiva se comparado ao seu antecessor George W. Bush que enquanto era incomodado por sapatadas de jornalistas só fez se esquivar.

Mesmo que os  esforços para a assinatura do tratado não deem certo este dia ficará marcado na história como “Dia da Mosca” em homenagem aos que deram sua vida pela causa.

Veja Abaixo o vídeo do assassinato.

Desabafo de Uma Mulher Madura

In Uncategorized on 17/06/2009 at 15:39

Relato de uma amiga em busca da pessoa perfeita.

 

 

Quando menina esperava um dia ter um namorado.

Seria bom se fosse alegre e amigo.

Quando tinha 18 anos, encontrei esse garoto e namoramos, ele era meu amigo, mas não tinha paixão por mim. Então percebi que precisava de um homem apaixonado, com vontade de viver, que se emocionasse.

Na faculdade saía com um cara apaixonado, mas era emocional demais.

Tudo era terrível, era o rei dos problemas, chorava o tempo todo e

ameaçava suicidar-se. Descobri então, que precisava de um rapaz estável.

Quando tinha 25 anos encontrei um homem bem estável, sabia o que

queria da vida mas era muito chato. Queria sempre as mesmas coisas, dormir no mesmo lado da cama, feira no sábado e cinema no domingo. Era totalmente previsível e nunca nada o excitava. A vida tornou-se tão monótona que decidi que precisava de um homem mais excitante.

Aos 30, encontrei um tudo de bom, brilhante, bonito, falante e excitante, mas não consegui acompanhá-lo. Ele ia de um lado para o outro, sem se deter em lugar nenhum.

Fazia coisas impetuosas, paquerava com qualquer uma e me fez sentir tão miserável, quanto feliz. No começo foi divertido e eletrizante, mas sem futuro.

Decidi buscar um homem, com alguma ambição para com ele construir uma vida segura.

Procurei bastante, incansavelmente.

Quando cheguei aos 35, encontrei um homem inteligente, ambicioso e com os pés no chão. Apartamento próprio, casa na praia, carro importado, solteiro e sem rolos.

Pensei logo em casar com ele, mas era tão ambicioso que me trocou por uma herdeira.

Hoje, depois de tudo isso, aos 40 anos, gosto de homens com pinto duro…

e só!